O maior livro bíblico é uma coleção de poesias.
Todos nós sabemos que poesia é coisa de gente. Atividade natural de gente sensível à realidade histórica, às circunstâncias, aos sentimentos, à vida. Por isso mesmo a Bíblia contém salmos de angústia, salmos de lamento, salmos políticos, salmos de peregrinação, salmos de louvor, salmos de gratidão, salmos de alegria.Vale a pena lembrar que somos humanos e a bíblia deixa muito claro, em sua essência, que essa humanidade não deveríamos perder. Sentimentos não deveriam ser ignorados nem rejeitados mas administrados com sabedoria.
Observe alguns s versículos do Salmo 66, um salmo de alegria:
Todos juntos aclamem o Senhor — aplausos para Deus!
Cantem canções sobre a grandeza da sua glória, glorifiquem o seu nome em ritmo de louvor.
Digam de Deus: “Nunca vimos nada parecido com ele!”.
Observem as maravilhas de Deus — elas são de tirar o fôlego.
Ele converteu o mar em terra seca, e os viajantes atravessaram o rio a pé.
Ora! Não seria esse um bom motivo para cantar?
Não nos pôs ele no caminho para a vida?
Não nos impediu de escorregar?
Ele nos treinou primeiro, passou-nos como prata pelo fogo refinador:
Todos os fiéis, venham aqui e ouçam: permitam-me dizer o que Deus fez por mim.
Dos meus lábios saiu um grito; da minha boca, uma canção.
Mas ele me ouviu, ele veio me ajudar assim que ouviu a minha oração.
Bendito seja Deus, que não se fez de surdo, mas ficou do meu lado, porque me ama e é leal!
Sob um perspectiva poética, cada vida é, um salmo, uma música, um filme, uma poesia.
A vida da minha amiga Roseli Lassarot é uma bela poesia. Poesias de vitórias, de conquistas, de relacionamento, de valorização do ser humano, de amor.
Para ilustrar isso de forma didática transformei Roseli, com alguns riscos, num personagem para nos ensinar o que poderia ser a palavra SELAH.
Escolhi dar foco à expressão hebraica porque ela aparece várias vezes neste salmo e também percebi que ela ocorre em outros registros desse livro poético. Selah é uma `palavrinha' está lá no original e creio que pode nos ajudar e estimular à reflexão.
Selah causou muita curiosidade e fomentou inúmeras pesquisas. Existe unanimidade que este registro é um termo musical, isto facilmente foi aceito porque estas poesias eram, em sua maioria, letras de músicas. Então Selah é um sinal, um indicativo, um registro para uma expressão cultual. Mas nem tudo que se relaciona ao sinal é consenso. Os teólogos não chegaram a uma conclusão do que significaria `selah` para a música. São três vertentes muito fortes para este sinal:
SELAH pode ser uma PAUSA, ou interrupção para mudança
SELAH pode ser derivado de 'salal', que é LEVANTAR
SELAH pode também ser AMÈM (assim seja) concordando com o que acabou de ser cantado.
Foi a partir dessas informações que parei para pensar:
A vida, que já chamei de poesia, também nos oferece alguns desses 'sinais' que marcam o tempo. Os poetas bíblicos ensinam que 'há tempo para todas as coisas...' (Ec 3) e também que 'devemos aprender a registrar cada dia' (Sl 90.12) ou 'que cada dia tem sua própria história' (Sl 96.2).
Sendo assim, existem períodos na poesia de nossa vida, em que deveríamos valorizar a pausa, a finalização de uma etapa. Em outros momentos o mais apropriado seria levantar, começar uma nova fase, deixar a chamada zona de conforto. E ainda, em alguns momentos, o ideal é pularmos de alegria, cantar alto e dizer amém, amém, amém. Momentos como o que vivemos num aniversário, táo especial, como o da minha amiga.
Minha oração é que a Roseli continue com percepção aguçada para saber a melhor atitude, o melhor `selah`que deve ser vivido para enfrentar as diversas circunstâncias da vida.
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15 de abr. de 2016
30 de dez. de 2015
Como retribuir?
Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo?
Impossível ficar passivo, não senti-se tocado, emocionado tento a experiência que vivi ontem. Basta ter um mínimo de memória para recordar o vale que esses quatro viveram com a doença da pequena Gabi.
A notícia chegou aqui no Rio como uma bomba. Não foram poucos os momentos em que a notícia vinha e produzia lágrimas, angustia, dor, e intercessão. A determinação, a absoluta entrega aos cuidados divinos e o total respeito às minimas orientações médicas que essa dupla (Gisele e Ernani Jr) tiveram que suportar é de encher qualquer agenda de atleta olímpico. É claro que não faltou acolhimento e encorajamento da tia Elza, do tio Toninho dos irmãos, cunhados e de toda família. A de sangue e da do sangue de Cristo.
Histórias assim, tão próximas da gente, sacodem a 'caixola' e denunciam nossa fragilidade diante das circunstâncias da vida.
Com a ajuda de Deus eles estão vencendo e, mais do que isso, vivendo.
O salmista enfrenta momento semelhante. Ele sofre, suplica e se rende. O poeta tem tamanha consciência da impotência diante da vida que quando experimenta extraordinária salvação imediatamente, quase num impulso, deseja retribuir.
O salmista enfrenta momento semelhante. Ele sofre, suplica e se rende. O poeta tem tamanha consciência da impotência diante da vida que quando experimenta extraordinária salvação imediatamente, quase num impulso, deseja retribuir.
Como retribuir, devolver, manifestar gratidão diante do dono de tudo?
A resposta é clara: Nada posso dar, nada posso fazer.
Aí bate uma frustração a gente imagina alternativas, relaciona o mais valioso que temos até que, não tem jeito, a rendição é total.
A conclusão: Não sou nada, mas tudo que sou e tenho te dou.
Curioso é o que acontece.
Deus devolve a nossa vida e, como pai amoroso que é, diz:
Tome sua vida, viva, viva!
Viva intensamente!
Viva amorosamente!
Viva de forma criativa!
Viva de maneira graciosa!
Viva, pois foi para isso que estive aqui.
Viva da graça!!
29 de dez. de 2015
A beleza, a elegância e a delicadeza de uma cestinha de porcelana
Palavras simples, afirmações óbvias apontadas por quem está numa perspectiva diferente da nossa, especialmente quando estamos 'mergulhados' em problemas, são convites à reflexão. Toda vez que penso, escrevo ou falo de reflexão, penso no ser, no ser humano. Refletir é característica nossa, é sopro divino.
Ou você nunca viu e até mesmo se meteu numa briga que é 'curiosamente' interrompida por alguém que não tem 'nada a ver' com a confusão. Gente que chega e que 'sopra' no ouvido palavras que agem como um 'choque', que estimulam o pensar e 'misteriosamente' o atrito é interrompido?
O mesmo ocorre quando chegamos no momento de uma decisão e, de repente, uma palavra, um toque, um gesto acontece e pronto. Partimos decididos, certos da escolha.
Observe que nos dois casos, a decisão é do protagonista e sempre resultado de reflexão. A reflexão é aquele 'mergulho interno' em busca de sentido. Mergulho que é estimulado por um convite e não um empurrão ou uma ordem. É um mergulho investigativo, decidido e, mesmo contendo riscos, impulsionado por vontade própria.
Algumas pessoas tem mesmo esse dom de acolhimento, envolvimento e empatia sem invasão ou condução deliberada. É gente que valoriza a gente como gente. Entendo que é dom desenvolvido por quem respeita e crê na capacidade do outro de refletir.
Foi o que minha sábia parceira, minha esposa Marília, observou num insignt de um discurso que citou o 'grande comandante do exército da Siria' (2 Rs 5.1) sob uma perspectiva totalmente diferente desta. Ela compartilhou baixinho e eu resolvi anotar e escrever. Faço isso porque ela é dessas pessoas sábias que usam as palavras como o que o poeta bíblico descreve. Palavra sábia tem a beleza, a elegância e a delicadeza de uma cestinha de porcelana num jogo de chá Inglês:
A palavra proferida no tempo certo
é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata.
E não foi exatamente isso que aconteceu com aquela 'gente simples', que nem era do povo judeu, e que acompanhava o 'grande comandante'? Naamã já estava ali por conta de uma serva de sua esposa e agora, quase que como uma ironia, são os servos o convidam à reflexão. Até porque o profeta Eliseu nem saiu de casa para atendê-lo.
"Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil,
o senhor não faria?
o senhor não faria?
Ouvindo, lendo e escrevendo esta meditação faço de meu desejo uma oração: Senhor aguça meus ouvidos e sentimentos para perceber o sopro da sua voz e do seu querer, nas pessoas que estão à minha volta. Me ajuda, ó Pai, a não abrir os ouvidos somente para os 'poderosos eclesiásticos'. Afia minha observação e tem, ó Deus, misericórdia de mim colocando gente como os servos de Naamã por perto. Em nome de teu Filho, Amém.
10 de ago. de 2014
Guerra dos tronos 3 - Rei do reino
O rei do reino é Jesus. Ele é o que foi prometido ao longo dos tempos. Na perspectiva da história de Israel, tudo aponta para ele. Ele é a grande esperança da justiça, da paz, da sabedoria reinante.
...o qual foi prometido por ele de antemão por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,
acerca de seu Filho, que, como homem, era descendente de Davi,
e que mediante o Espírito de santidade foi declarado Filho de Deus com poder,
pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor.
Jesus é o Messias! Jesus é o Cristo!
Mas o que ser esperava dele? Uma força política? Uma liderança militar? Um articulador social? Um revolucionário? O último rei, uma última dinastia, que o povo judeu estabelecera, veio da família dos macabeus, antes do poderio imperial de Roma. Não por acaso Herodes é chamado de 'rei dos judeus'. E também não sem justificativa existia, no meio do povo, um grupo chamado de herodiano. Eles, entendiam que Herodes era o messias. Bastava obedecer as ordens e a liderança vinda dele e a paz seria estabelecida. O próprio João, chamado de batizador, pregava no deserto contra os valores sociais, morais, religiosos e a exploração estabelecida em Roma. A vinda do messias, sob a perspectiva do pregador do deserto, era o tempo do 'machado ser posto à raiz das árvores.' Em outras palavras, João estava pregando o 'dia do juízo', o acerto de contas com o rei que haveria de chegar. Observe o texto de Mateus 11 e perceba como o grande profeta também desenvolveu, não sem referências anteriores, uma ideia de reinado, de messias, ligado a força política. É este mesmo ou devemos esperar outro? É a pergunta que João Batista faz por meio de seus alunos. Os discípulos de João vão procurar Jesus. Levam o questionamento de João e o mestre não dá resposta além do cumprimento da profecia feita por Isaías. João conhecia bem a promessa: 'os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, as boas novas são pregadas aos pobres e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa.
O evangelista João deixa o registro de Jesus: 'meu reino não é deste mundo', meu reino não é aqui. Jesus é o rei do reino. Mas o reino, o território, o espaço onde a vontade do rei é feita não é baseado nos valores que a sociedade (mundo) estabeleceu.
Desde os dias de João Batista até agora,
o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de
força se apoderam dele.
9 de ago. de 2014
A guerra dos tronos 2 - Os evangelhos e o rei
A perpetuação da ideia de um reino em Israel tendo como referência o rei Davi é una construção feita ao longo de séculos. Era uma promessa divina:
Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi,
teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel. (2 Crônicas 7.18)
Mais do que uma promessa, a referência de Davi era uma expectativa potencializada. Imagine uma pessoa, ainda que seja um rei, sendo transformado em ícone. A cada novo representante a esperança do Messias. Cabe lembrar que a palavra messias significa, em hebraico, ungido. A palavra traduzida para o grego é Cristo. Então, Cristo=Messias=ungido. O rei recebia unção. A unção para o rei era o 'carimbo' da representação divina.
Todos os evangelistas tratam Jesus como o Cristo. A representação, a promessa cumprida, a expectativa plenamente satisfeita. Mateus já começa seu evangelho mostrando Jesus como filho de Davi (Mt 1.1). Marcos, o evangelista da ação, registra que até mesmo um mendicante reconhece Jesus como filho de Davi, com unção divina (Mc 10.47). Lucas, o evangelho dos excluídos, mostra o anjo falando com Maria que ela carregava o filho de Deus que herdaria o trono de Davi ( Lc 1.32). No evangelho de João, quando o povo estava diante da dúvida se Jesus era ou não o Cristo, o próprio Jesus responde ( Jo 7.42). Mas, de todos os evangelhos, o destaque para o Rei do Reino é feito por Mateus.
Mateus apresenta as parábolas do reino:
1-9;18-23 - Parábola do semeador
24- Parábola do Joio
31–32 - Parábola do grão de mostarda
33 - Parábola do fermento
44 – Parábola do tesouro.
45-46 - A pérola.
47- 49 - A rede
Não por acaso sete parábolas. Não sem propósito todas unidas pelo evangelista no mesmo bloco (capítulo 13). Em todas percebo que Reino, sob a perspectiva do Rei, está dentro. O semeador sai a semear a semente que vai para dentro do solo. O joio está misturado, dentro da plantação do trigo. O grão se transforma em árvore porque está dentro da terra. O fermento está dentro da massa. O tesouro está escondido, dentro do campo. A pérola está dentro da ostra que fica no fundo das águas. E, finalmente, a rede está mergulhada, dentro do mar e recolhe todo tipo de peixes.
Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi,
teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel. (2 Crônicas 7.18)
Mais do que uma promessa, a referência de Davi era uma expectativa potencializada. Imagine uma pessoa, ainda que seja um rei, sendo transformado em ícone. A cada novo representante a esperança do Messias. Cabe lembrar que a palavra messias significa, em hebraico, ungido. A palavra traduzida para o grego é Cristo. Então, Cristo=Messias=ungido. O rei recebia unção. A unção para o rei era o 'carimbo' da representação divina.
Todos os evangelistas tratam Jesus como o Cristo. A representação, a promessa cumprida, a expectativa plenamente satisfeita. Mateus já começa seu evangelho mostrando Jesus como filho de Davi (Mt 1.1). Marcos, o evangelista da ação, registra que até mesmo um mendicante reconhece Jesus como filho de Davi, com unção divina (Mc 10.47). Lucas, o evangelho dos excluídos, mostra o anjo falando com Maria que ela carregava o filho de Deus que herdaria o trono de Davi ( Lc 1.32). No evangelho de João, quando o povo estava diante da dúvida se Jesus era ou não o Cristo, o próprio Jesus responde ( Jo 7.42). Mas, de todos os evangelhos, o destaque para o Rei do Reino é feito por Mateus.
Mateus apresenta as parábolas do reino:
1-9;18-23 - Parábola do semeador
24- Parábola do Joio
31–32 - Parábola do grão de mostarda
33 - Parábola do fermento
44 – Parábola do tesouro.
45-46 - A pérola.
47- 49 - A rede
Não por acaso sete parábolas. Não sem propósito todas unidas pelo evangelista no mesmo bloco (capítulo 13). Em todas percebo que Reino, sob a perspectiva do Rei, está dentro. O semeador sai a semear a semente que vai para dentro do solo. O joio está misturado, dentro da plantação do trigo. O grão se transforma em árvore porque está dentro da terra. O fermento está dentro da massa. O tesouro está escondido, dentro do campo. A pérola está dentro da ostra que fica no fundo das águas. E, finalmente, a rede está mergulhada, dentro do mar e recolhe todo tipo de peixes.
continua
2 de ago. de 2014
Guerra dos tronos 1 - Filho de Davi
Reino. Este é um conceito que permeia praticamente toda Escritura.
Só no período do patriarcado, enquanto se desenvolvia o projeto de nação a partir de Abraão, não há registro de rei ou de reino. Mas, logo que este povo, depois de identificado como tal se estabeleceu, rumores, justificativas foram utilizadas usando o conceito de reino como referência.
De Josué até Samuel a terra viveu o período de maior turbulência em sua história. A justificativa da injustiça, da carnificina e desorganização fez com que o autor do livro, que parece ter vivido no período da monarquia, justificasse que 'naqueles tempos não havia rei em Israel' (Jz 21.25).
Só no período do patriarcado, enquanto se desenvolvia o projeto de nação a partir de Abraão, não há registro de rei ou de reino. Mas, logo que este povo, depois de identificado como tal se estabeleceu, rumores, justificativas foram utilizadas usando o conceito de reino como referência.
De Josué até Samuel a terra viveu o período de maior turbulência em sua história. A justificativa da injustiça, da carnificina e desorganização fez com que o autor do livro, que parece ter vivido no período da monarquia, justificasse que 'naqueles tempos não havia rei em Israel' (Jz 21.25).
E foi sob o comando de Samuel que monarquia em Israel foi estabelecida. O reino unido teve apenas 120 anos. Quarenta para cada um dos três reis, Saul, Davi e Salomão. Destes três, a grande glória é a de Davi. Seu nome se transformou em marca, em parâmetro. Seu legado foi sem precedentes para a história de Israel.
O nome Davi, significa amado. As escrituras registram Davi como hábil guerreiro, poeta, instrumentista, político e, sem dúvida, o maior destaque foi ser chamado de 'um homem afinado com o coração de Deus'.
Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.Conforme a todas estas palavras, e conforme a toda esta visão, assim falou Natã a Davi.
2 Samuel 7:16-17
Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.Conforme a todas estas palavras, e conforme a toda esta visão, assim falou Natã a Davi.
2 Samuel 7:16-17
Então o povo pediu um rei, e Deus lhes deu Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, que reinou quarenta anos. Depois de rejeitar Saul, levantou-lhes Davi como rei, sobre quem testemunhou: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração; ele fará tudo o que for da minha vontade’. "Da descendência desse homem Deus trouxe a Israel o Salvador Jesus, como prometera.
Atos 13:21-23
Atos 13:21-23
É extraordinário perceber que a 'marca' de Davi vai se revelar em todos os registros a partir de então. Na chamada subdivisão histórica, mesmo depois do reino dividido, quando um rei era bom, no resumo de seus feitos, referendando o comportamento o autor registra: 'e fazia tudo que era bom aos olhos de Deus, como o seu pai Davi".
Os profetas, não poucas vezes, relembravam ao povo a promessa divina de que o reino de Davi não sucumbiria. O conceito e Messias é amplamente disseminado em todas as camadas sociais do povo.
Lembre-se que a palavra messias é sinônimo de ungido. Unção, neste caso é próprio de um rei.
Observe como esta mensagem, esse alimento de expectativa por um messias, implantou coragem e esperança para o povo em meio a tantas dificuldades.
O profeta Isaías, de maneira poética, deixa claro esta perspectiva:
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6-7
Os profetas, não poucas vezes, relembravam ao povo a promessa divina de que o reino de Davi não sucumbiria. O conceito e Messias é amplamente disseminado em todas as camadas sociais do povo.
Lembre-se que a palavra messias é sinônimo de ungido. Unção, neste caso é próprio de um rei.
Observe como esta mensagem, esse alimento de expectativa por um messias, implantou coragem e esperança para o povo em meio a tantas dificuldades.
O profeta Isaías, de maneira poética, deixa claro esta perspectiva:
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6-7
continua
30 de abr. de 2012
Salmo 27 - releitura
O Senhor é a minha luz e a minha salvação. Por que terei medo?
O Senhor é a força da minha vida. Então, por que ficar assustado?
Quando os malvados vieram contra mim para arrebentarem comigo, eles tropeçaram e se deram muito mal.
Mesmo que eu esteja cercado por esta gente má, meu coração não terá medo e ainda que estoure esta guerra contra mim, vou permanecer confiante.
Orei pedindo ao Senhor e me esforçarei para cumprir esta promessa; que eu possa ter a mesma atitude e devoção que tenho na igreja, durante todos os dias da minha vida para eu sentir a presença de Deus e transformar minha vida num lugar de adoração, porque no dia em que as coisas estiverem ruins eu quero me sentir protegido, amparado e escondido como quem se protege numa trincheira.
Vou cantar louvores ao Senhor mesmo nesta turbulência toda, porque eu tenho a quem recorrer nessas horas. É por isso que a minha mente confiante está muito além do que os que me cercam podem entender.
Ó Deus, ouve a minha voz! Tem compaixão de mim e me dê uma resposta!
Quando o Senhor disse: venha ter intimidade comigo, eu falei com o mais profundo do meu coração: é tudo o que eu desejo Senhor!
Não fique longe de mim, Senhor! Só a convivência contigo me mantém em pé. Não me desampares, nem se afaste de mim, Senhor da minha salvação.
Você quer saber de uma coisa? Mesmo se meu pai e a minha mãe, que me amam tanto, me desampararem, sei que o Senhor me acolherá, por isso peço: Senhor, me ensine qual o caminho e me leve a uma estrada mais segura do que esta por causa dos perigos e inimigos que estão a minha volta. Essas pessoas falam mentiras a meu respeito e transbordam violência. Me ajude Senhor!
Quer saber? Eu creio que ainda verei a bondade do Senhor nesta terra louca!
Então, amigo, espere você também pelo Senhor e anima-te! Fortaleça teu coração com esta esperança. Tenha fé no Senhor!
interpretação livre do Salmo 27
O Senhor é a força da minha vida. Então, por que ficar assustado?
Quando os malvados vieram contra mim para arrebentarem comigo, eles tropeçaram e se deram muito mal.
Mesmo que eu esteja cercado por esta gente má, meu coração não terá medo e ainda que estoure esta guerra contra mim, vou permanecer confiante.
Orei pedindo ao Senhor e me esforçarei para cumprir esta promessa; que eu possa ter a mesma atitude e devoção que tenho na igreja, durante todos os dias da minha vida para eu sentir a presença de Deus e transformar minha vida num lugar de adoração, porque no dia em que as coisas estiverem ruins eu quero me sentir protegido, amparado e escondido como quem se protege numa trincheira.
Vou cantar louvores ao Senhor mesmo nesta turbulência toda, porque eu tenho a quem recorrer nessas horas. É por isso que a minha mente confiante está muito além do que os que me cercam podem entender.
Ó Deus, ouve a minha voz! Tem compaixão de mim e me dê uma resposta!
Quando o Senhor disse: venha ter intimidade comigo, eu falei com o mais profundo do meu coração: é tudo o que eu desejo Senhor!
Não fique longe de mim, Senhor! Só a convivência contigo me mantém em pé. Não me desampares, nem se afaste de mim, Senhor da minha salvação.
Você quer saber de uma coisa? Mesmo se meu pai e a minha mãe, que me amam tanto, me desampararem, sei que o Senhor me acolherá, por isso peço: Senhor, me ensine qual o caminho e me leve a uma estrada mais segura do que esta por causa dos perigos e inimigos que estão a minha volta. Essas pessoas falam mentiras a meu respeito e transbordam violência. Me ajude Senhor!
Quer saber? Eu creio que ainda verei a bondade do Senhor nesta terra louca!
Então, amigo, espere você também pelo Senhor e anima-te! Fortaleça teu coração com esta esperança. Tenha fé no Senhor!
interpretação livre do Salmo 27
6 de jul. de 2011
Eclesiastes - O Pregador – Classe Samuel 2t/2011
Recapitulação e Capítulos 11 e 12
Janelas Abertas
Que desafio foi me trancar aqui no escritório, ler o texto bíblico, ouvir as mensagens do Pastor Ed René, ler o texto do livro indicado no trimestre e seguir o roteiro de estudos feitos pelo pastor Novaes. Um turbilhão de informações que tentei organizar em forma de aula na EBD e aqui na ‘grande rede’ em textos.
Lendo o livro de Eclesiastes me senti num quarto fechado, meio ‘deprê’ pensando nas injustiças e em tudo que acontece ‘debaixo do sol’ como o poeta define. Tudo é vaidade! Tudo é como correr atrás do vento. Mas o livro deixa algumas janelas abertas. Abrir a janela num momento desses pode arejar a mente, colorir a vida, indicar novos caminhos, apontar perspectivas diferentes...
Para o homem não existe nada melhor do que comer,
beber e encontrar prazer em seu trabalho.
E vi que isso também vem da mão de Deus.
(Ec 2.44) Veja também Eclesiastes 3.12; 4.9; 5.18; 8.15; 9.7 e 9.18
beber e encontrar prazer em seu trabalho.
E vi que isso também vem da mão de Deus.
(Ec 2.44) Veja também Eclesiastes 3.12; 4.9; 5.18; 8.15; 9.7 e 9.18
A luz é agradável, é bom ver o sol.
(Ec 11.7)
(Ec 11.7)
Notei, pelo menos nestes textos, que têm algo em comum: esperança.
O autor do poético livro deixa claro, pelo menos para mim, que não podemos lutar contra o absurdo que está estabelecido nesta vida, que não há muito o que fazer contra as estruturas de poder doentias e muito menos se opor as regras preestabelecidas da natureza. O que podemos, e devemos fazer, é ter consciência desse panorama, refletir sobre a nossa posição na paisagem, escolher o melhor caminho e ter sabedoria diante desses absurdos estimulados pela vaidade. A noção que tudo tem seu tempo e que, como diz a máxima do motorista de ônibus, tudo que entra é passageiro (horrível essa né?), nos conforta diante dos imprevistos e do imponderável (Ec 7.14).
E as janelas? A esperança está em viver! Veja o sol! Lembre-se, você está debaixo dele, não se esconda! Viva! Quando tiver um tempo, leia os textos que selecionei acima e veja os verbos que se repetem. Parece que o poeta cria um bordão: comer, beber, trabalhar, divertir, prazer, amor...Tudo tem seu tempo... teu tempo é agora!
Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude,
antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem
os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles";
(Ec 12.1)
antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem
os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles";
(Ec 12.1)
As palavras que seguem as do versículo dois deste capítulo doze são um retrato do que ocorre na idade provecta – para ser politicamente correto: 3ª idade.
Dia desses, estive conversando com um ‘sábio’ dessa faixa etária e ele disse: que coisa chata esse eufemismo de chamar nosso grupo, aqui na igreja, de melhor idade. Melhor em quê, me diga aí? – questionou o irmão. ‘O mundo é dos jovens e todo mundo só quer fazer as coisas de jovem. Veja bem: “criança quer ser jovem para se tornar independente, a pessoa adulta não existe mais, e velho quer esconder a velhice porque também quer ser jovem” – sábias palavras, não é mesmo? Aí, como tinha, graças a Deus, lido Eclesiastes, disse a ele que as palavras dele eram tão sábias quanto as que foram ditas pelo sábio ‘Kohelet’ no final de seu livro. Sugeri que ele deveria testemunhar com toda essa veemência para os mais novos e ameacei sair. Você pensa que venci a batalha, o debate? Está enganado. O irmão não pestanejou e falou: “pois estou falando com você!”.
É isso. Você e eu vamos esperar o quê para começar a viver? Você vai ficar reclamando dos absurdos da vida e ficar trancado num quarto com as janelas fechadas, imaginando a vida passar? O ‘Kohelet’ pega pesado:
Faça o que deve ser feito... ...antes que você ache que a luz do sol, da lua e das estrelas perderam seu brilho.
...antes que teus braços comecem a tremer, e tuas pernas, que agora são fortes, fiquem fracas.
...antes que teus dentes caiam, e sobrem tão poucos, que você não conseguirá mastigar a comida que gosta.
...antes que a tua visão fique fraca, e você não consiga distinguir as cores com facilidade.
...antes que os teus ouvidos não funcionem mais, e você não possa curtir aquela música que faz teu coração disparar.
...antes que acordar cedo e não ter nada para fazer seja tua agenda diária.
...antes que você volte para o pó. Em português claro, antes que você morra.
Faça agora! Viva! Saia da caverna, ou melhor, do quarto escuro. Veja o sol! Enfrente os absurdos da vida! Viva a vida e descubra você mesmo o que é e o que não é vaidade. Viva tua aventura!
Antes que...
Viva a vida, mas viva com responsabilidade.
Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão:
Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial
para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito,
inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal.
(Ec 12.13 e 14)
Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial
para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito,
inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal.
(Ec 12.13 e 14)
Lendo o inicio do capitulo a ideia que fica é de que ‘eu só quero é ser feliz...’ Tenha calma, não é bem isso. Faça escolhas, viva a vida, mas saiba que tudo será avaliado pelo Senhor que dá a vida. Interessante é percebermos que o comer, beber e ter prazer na vida, segundo o próprio autor é dádiva de Deus. Sendo assim dá pra viver a vida de forma agradável, prazerosa, sem irresponsabilidades ou devaneios.
Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, é a conclusão do sábio. É aí, para mim é impossivel não recordar as palavras de Jesus, que o sábio autor de Eclesiastes não pode ouvir, nem consolar seu coração: “Estarei convosco todos os dias” (Mt 28.20) e “eu vim para que tenham vida e tenham uma vida cheia de sentido’ (Jo 10.10).
Quer temer a Deus? Siga a Jesus.
Quer ter uma vida cheia de sentido? Viva com Cristo.
Ouça e veja o vídeo da música Lá fora – O Corcunda de Notre Dame
Vivamos! Vivamos em Cristo!
Tema do próximo trimeste: Ser em Cristo!
Bibliografia:
O Livro Mais Mal-humorado da Bíblia
Autor: Kivitz, Ed René
20 de jun. de 2011
Eclesiastes - O Pregador – Classe Samuel 2t/2011
Recapitulação e Capítulos 7 a 10
O que te faz refletir? – Capítulo 7
Essência - aparência
Morte - vida
Tristeza - riso
Luto - alegria
Repreensão - canção
Fim - começo
Quando os dias forem bons, aproveite-os bem;
mas, quando forem ruins, considere:
Deus fez tanto um quanto o outro,
para evitar que o homem descubra qualquer coisa sobre o seu futuro.
(Ec 7.14)
mas, quando forem ruins, considere:
Deus fez tanto um quanto o outro,
para evitar que o homem descubra qualquer coisa sobre o seu futuro.
(Ec 7.14)
Cuidado com os excessos. Busque o equilíbrio. Não seja ‘certinho’ demais. Aprenda a surfar. Tive um amigo que gostava de pegar onda. Ele dizia que existem duas regras básicas, muito valiosas para quem vai entrar no mar: a primeira é aceitar que o Mar é muito mais forte e portanto, respeitá-lo. E em momento algum se opor à força dele, mas contorná-lo pacientemente. Quando uma corrente marítima te envolver, ensinava ele, não adianta nadar contra ela, se cansar à toa e não sair do lugar. A única solução é deixar-se levar e, aos poucos, sair de lado. Isso exige calma, e só se consegue voltar à areia depois de muito tempo e bem longe do ponto em que havia entrado na água. A segunda regra é que se, na arrebentação caísse, o jeito era aceitar a queda e ficar quietinho no fundo, esperando que o mar se acalmasse. Se me arvorasse para lutar contra a onda e voltar rapidamente à tona, a força da água me empurraria novamente para o fundo.
Muita calma nessa hora – Capítulo 8
Pois há uma hora certa e também uma maneira certa de agir
para cada situação. O sofrimento de um homem, no entanto,
pesa muito sobre ele,visto que ninguém conhece o futuro.
Quem lhe poderá dizer o que vai acontecer?
(Ec 8.6 e 7)
para cada situação. O sofrimento de um homem, no entanto,
pesa muito sobre ele,visto que ninguém conhece o futuro.
Quem lhe poderá dizer o que vai acontecer?
(Ec 8.6 e 7)
Vimos que há tempo para tudo, que o mundo que vemos debaixo do sol é construído pelas pessoas injustas. E voltando ao capítulo 7.1, que o bom nome é o melhor a se construir. Não enfrentar os poderosos. Há uma hora certa de agir. Quem se precipita perde a razão. Segure a onda e aja com sabedoria. Para que consiga fazer isso você precisa partir do pressuposto de que a vida é injusta e tudo é vaidade, tudo é como correr atrás do vento e tudo isso acontece aqui ‘debaixo do sol’.
Que esperança é essa que o sábio apresenta nos versículos 12 e 13? Qualidade de vida ainda que a quantidade seja pequena para quem teme a Deus; é isso mesmo que o Koherlet afirma que sabe? É. Foi isso mesmo que lemos na escritura. É sem sentido, mas é a realidade. Finalmente é imperdível a recomendação, tão repetida pelo sábio ao longo do livro. Leia os versículos 15 a 17 deste capítulo oito.
Sabemos o fim do caminho. O que faremos no percurso? - Capítulo 9
Refleti nisso tudo e cheguei à conclusão de que os justos e os sábios,
e aquilo que eles fazem, estão nas mãos de Deus. O que os espera, se amor ou ódio, ninguém sabe. Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que oferece sacrifícios e o que não oferece. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador;
o que acontece com quem faz juramentos,
acontece com quem teme fazê-los. (Ec 9.1 e 2)
e aquilo que eles fazem, estão nas mãos de Deus. O que os espera, se amor ou ódio, ninguém sabe. Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que oferece sacrifícios e o que não oferece. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador;
o que acontece com quem faz juramentos,
acontece com quem teme fazê-los. (Ec 9.1 e 2)
Você não tem controle
‘Este é o mal que há em tudo o que acontece debaixo do sol: O destino de todos é o mesmo’. O Senhor Jesus parece voltar a este tema apresentado pelo sábio, como havia afirmado: “o sol nasce sobre justos e também os injustos” Mt 5.45. Não tente explicar tudo. Faltam peças nos quebra-cabeças para nós que estamos ‘debaixo do sol’. A única certeza que temos é que morreremos. Sabemos o fim que nos espera. Se o ímpio sofre, não se iluda; crer em Deus não é um escudo protetor contra o sofrimento. Vale à pena afirmar que o sábio não está fazendo afirmações teológicas; lembre-se que a preocupação dele não tem nada a ver com o mundo do além. O que o Kohrelet afirma é: você está vivo, portanto viva (9.7-10)! Não deixe para amanhã! Você não sabe se essa oportunidade existirá quando o amanhã chegar, se chegar. Viva! E o que é viver para ele? Comer, beber, vestir-se, ungir-se, desfrutar, fazer (trabalhar).
Permita-me compartilhar o que aprendi nesta semana numa palestra com o psicanalista Luis Albero Py que participou do evento ‘Poucas e boas sobre a felicidade’. Py afirmou que o que nos diferencia dos animais é a consciência do futuro. Essa consciência, desenvolvida desde cedo, nasce do aguardar infantil e do controle sobre o hoje na esperança da idealização no amanhã. O exemplo dado foi do controle físico da criança sobre o corpo na busca da aceitação dos adultos cuidadores. “Ainda não, não chegou a hora”. Não gostei”, ‘não gosto de você quando age dessa maneira’. Daí surge a questão de como a criança interpreta isso em sua tenra idade: Ele não gostou de mim. Tenho que me controlar para que ele passe a gostar, me aprovar, me querer. Daí a criança começa a imitar ‘os grandes’, para ser aprovada por eles. Em seu desenvolvimento a criança demora a entender, algumas vezes nunca entende, que aquele ‘não gostei’ não diz respeito a ela, mas as suas atitudes, ao que ela fez. No fundo é isso. A gente, assim como crianças grandes, demora a entender que pai e mãe gostam da gente independente do que a gente faça. É didático. A prova disso é a quantidade de mães na porta dos presídios, cadeias, casas de recuperação. Sabem por que? Amor de mãe e pai, de uma forma geral é claro, são amores do tipo incondicionais. Se Deus é nosso pai perfeito, não se iluda, ele vai nos amar sempre (Lc 11.123).
Aplicação do óleo no mundo antigo:
Na cabeça
O derramamento de óleo sobre a cabeça de um homem indicava que este homem havia sido separado para uma determinada tarefa a serviço do Senhor. I Samuel 1.1; Salmo 23.5
Também era usado sobre a cabeça com efeitos cosméticos: Eclesiastes 9.8
No rosto
A unção do óleo no rosto tinha como objetivo a hidratação e a proteção contra as forças da natureza: Salmo 104.15
Nos pés
Como já foi dito, este ato estava normalmente relacionado com uma recepção digna e alegre de um hóspede bem-vindo: Lucas 7.38
Sobre as feridas
Neste caso o óleo é utilizado como medicamento, sendo que através de suas propriedades curativas próprias, ou em combinação com ervas ou outros produtos, era deitado sobre as feridas. Há muitos relatos deste tipo de procedimento na literatura talmúdica, e alguns na própria Bíblia Sagrada, os quais já foram anteriormente citados. II Reis 20.5-7
Impresivibilidade da vida (Porque nem sempre...) Cap 10
Os velozes nem sempre vencem a corrida;
os fortes nem sempre triunfam na guerra;
os sábios nem sempre têm comida;
os prudentes nem sempre são ricos;
os instruídos nem sempre têm prestígio;
pois o tempo e o acaso afetam a todos.
Além do mais, ninguém sabe quando virá a sua hora: Assim como os peixes são apanhados numa rede fatal e os pássaros são pegos num laço, também os homens são enredados pelos tempos de desgraça que caem inesperadamente sobre eles.
(Ec 9.11 e 12)
Somos como peixes apanhados numa rede, ou um pássaro caindo numa arapuca? Quem lançou a rede? Quem montou a arapuca? Não tente entender. Não tente explicar. Aceite. Encare a vida com sabedoria. Você tem a capacidade de pensar e isso dá consolo à tua alma. Reflita e faça o que deve ser feito. Amole teu facão para o esforço ser menor, planeje e seja flexível aos embates naturais da vida (Ec 10.1-12). Veja os exemplos que o sábio oferece:
Mosca morta; o andar do tolo; perseguição injusta/tranquilidade; ricos escondidos no segundo escalão; injustiça; imprudência.
Nobreza, trabalho, justiça e cuidado com as palavras (Ec 10.17 a 20).
Ouça e veja o vídeo da música Epitáfio – Titãs
Bibliografia:
O Livro Mais Mal-humorado da Bíblia
Autor: Kivitz, Ed René
Editora: Mundo Cristão
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