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10 de fev. de 2017

Extraordinário é Deus! O servo de Abraão

Permita-me contar uma história:
Era uma vez um homem que acabara de ficar viúvo.
Seu filho passou a ser órfão.
A mulher que morreu era muito importante.
Ela era motivo de alegria daquela casa.
Naqueles tempos o casamento era arranjado e definia aliança entre as famílias.
O viúvo que já estava velho chamou o servo dele, o que poderia representá-lo melhor e disse:
Ei, venha aqui. Tenho uma tarefa muito importante e só pensei em você para executá-la.
Tenho que encontrar uma noiva para o meu filho mas não pode ser gente desta terra.
O velho tinha feito uma longa viagem e já tinha saído de de Ur com 75 anos (Gn 12.4).
Quando o órfão nasceu seu pai já tinha 100 anos (Gn21.5) e sua mãe (Gn 17.17).
Fato é que o velho que já estava longe de casa a tanto tempo pediu que o servo encontrasse uma noiva para o seu filho lá nas terra de seu pai. Fez isso para que a sua nora fosse, de alguma forma,
parente ou, na pior das hipóteses, diferente dessa gente com quem ele convivia.
O servo aceitou o desafio mas, como era bom de administração perguntou: e se a mulher não quiser vir comigo?
O administrador é quem gerencia recursos financeiros, materiais e humanos de outra pessoa.
Com a pergunta o velho ainda incluiu mais um critério: você não pode levar meu filho! Não quero correr o risco de quebrar o pacto que tenho com Deus.
Pois é. Estou falando de Abraão. Abraão é o 'velho' da história. Nosso pai na fé. O moço é Isaque, o filho da promessa divina. Lembra da promessa?

Então o Senhor disse a Abrão: 
"Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, 
e vá para a terra que eu lhe mostrarei.

"Farei de você um grande povo, e o abençoarei. 
Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.
Abençoarei os que o abençoarem, 
e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; 
e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados".


E Abraão, que já conhecia o Senhor, garantiu que Deus iria ajudar o servo para conseguir a mulher ideal para o casamento. Ainda assim, entendeu que deveria liberar o servo da responsabilidade das escolhas da 'escolhida'. Tudo combinado o servo saiu. Mas tenha calma. Você vai ler o texto e perceber que o servo preparou os animais, a comitiva, os presentes para o momento do encontro. Tudo elaborado, tudo planejado. Chek list pronto, pés na estrada (Gn 24.10).
Depois de uma longa viagem o desafio deveria ser enfrentado. É aí que aprendo quatro princípios na vida deste servo de Abraão.
1. Mesmo no silêncio, mesmo sem saber orar, Deus nos ouve (Gn 24.15)
    Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo coração (Jr 29.13)
2. Algumas vezes, não poucas, o extraordinário está nas coisas simples (Gn 24.15/21)
    Exemplo de Naamã, das bodas de Caná
3. Louvor é consequência. Louvor é resultado de experiência com Deus (Gn 24.26)
    O povo de Samaria que ouviu o testemunha da mulher que encontrou Jesus no poço. "E disseram à mulher: 'Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo' (Jo 4.42)
4. O plano divino sempre será realizado mas estar inserido nele dá sentido à vida (Gn24.31)
    O apóstolo Paulo percebeu isso e disse: 'pois nós somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus." (1 Co 3.9)

Asaph Borba compos:
Tu és Soberano sobre a Terra
Sobre os céus tu és Senhor absoluto
Tudo que existe e acontece
Tu o sabes muito bem, tu és tremendo

E apesar dessa glória que tens
Tu te importas comigo também
E este amor tão grande eleva-me
Amarra-me a ti
Tu és tremendo

Nosso desafio:
Buscar intimidade com o Senhor
Faça a coisa certa; Procure-o com 'coração quebrantado e cotrito' (Sl 51.17); Aguce sua sensibilidade para perceber o extraordinário nas coisas simples; Se você experimenta isso, então louve!!










20 de fev. de 2016

Ballet, arte e vida - Mariana Esteves 15 anos

A dança é uma das seis grandes artes.
A Música (som),
as Artes Cênicas - teatro, dança e coreografia- (o movimento)
a Pintura (cor),
a Arquitetura (espaço),
a Escultura (volume) e
a Literatura (palavra).

A arte é sempre uma expressão humana.
O ser humano foi criado à imagem de Deus. O poeta diz 'é o sopro do criador numa atitude repleta de amor'. Deus colocou um pouco de si dentro de nós. Somos a 'imago dei'- a imagem de Deus. Ele nos formou, assim diz a Escritura. Ele colocou em nós seu fôlego e nos tornamos 'alma vivente'. Corpo que tem vida! Vida que se manifesta no corpo.
E a dança? O que tudo isso tem a ver com a dança? A dança pode ser divertimento, pode ser uma forma ritual, ou pode ser arte.
Gosto de pensar que a arte é um processamento interno. Usamos mente e coração para fazer arte.
Se é processamento é fruto de uma essência que se revela, se expressa por meio da linha, do corpo, do som, da cor, do volume.
A arte nos torna mais humanos e, ao mesmo tempo, mais parecidos com Deus. É verdade. A primeira linha da Escritura já revela isto: 'No princípio Deus criou...' O poeta bíblico diz que 'Os céus manifestam a glória de Deus" (Sl 19.1). A arte é produzida pela criatura, a criatura carrega semelhanças com o Criador.
Creio que podemos traçar paralelos entre a arte e a vida.
A arte é movida por, pelo menos, quatro características:
PAIXÃO - Muita gente, você sabe, fica fascinada pela arte e diz: sou apaixonada por dança, por desenho, ou qualquer outro tipo de manifestação artística. A vida também é assim. Muita gente gosta disso ou daquilo outro quando vê, quando observa e admira os outros. Mas a arte e a vida são dinâmicas. Não dá pra ficar só na paixão, na admiração. A arte deve se transformar em impulso. Este impulso leva a coragem.
CORAGEM - A arte exige coragem. Coragem de ser. A coragem é aquele senso moral intenso diante do risco ou do perigo. A palavra coragem vem do latim, 'cor' que significa coração e a definição original era 'contar a história que você é com o coração'. Na arte e na vida é preciso ter coragem. Tem gente que passa a vida sem saber o que quer. Múltiplas paixões, milhares de desejos e nenhuma coragem. Só quem tem coragem assume o 'risco' da dedicação.
DEDICAÇÃO - Se tem algo que caracteriza o artista é a dedicação. Não dá pra pensar na execução sem esforço. Pensemos na música. Quem toca um instrumento sem ter passado por 'sofrimento'? Quem é que gosta de desenho sem nunca ter 'rasgado o papel'? Quem é que ama a dança, o movimento artístico, sem dor? Força e flexibilidade são frutos de treino, treino, treino. Gosto de pensar teologicamente. Deus criou o mundo e nos colocou nele com a tarefa de 'cuidar do jardim'. Ele nos abençoa mas nós elaboramos, criamos também. A vida é feita da parceria Ser humano e Deus.
REFLEXÃO - Finalmente a reflexão. Refletir é observar, é pensar bem. É ter a 'cabeça no lugar'. Diga, por favor, se algo nos caracteriza tão bem como humanos? A diferença entre o artista e o artesão está justamente aí. O artesão reproduz com imensa habilidade mas é só reprodução. O artista reflete. O dançarino vê diferente, o olhar do pintor é diferente.. Jesus disse: "se os seus olhos forem bons todo o seu corpo será iluminado'. Olhe para dentro. Descubra o 'sopro divino' em você. Deus é o criador. Ele transformou o caos e cosmos - palavra donde vem cosmético. Dito de outra forma, Deus transformou o desorganizado em belo.
O artista das bailarinas é Edgar Degas. Ele pintou a Classe de Ballet em 1874 disse:
Se pintar não fosse tão complicado, não seria tão divertido.



Minha oração Mariana Esteves é que você lembre sempre de quem te 'deu vida'. Lembrando do 'Duda' e da Rosana você vai lembrar de Deus. Você é dádiva divina para eles. Meu desejo é que você cuide muito bem da essência da vida. 
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. 
Ninguém colhe figos de espinheiros, 
nem uvas de ervas daninhas.
O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, 
e o homem mau tira coisas más do mal 
que está em seu coração, 
porque a sua boca fala 
do que está cheio o coração".


27 de jan. de 2016

Sara - experiência de vida

Bom dia, gostaria de me apresentar. Meu nome é Sara. Na verdade, o meu nome de batismo é Sarai. Hoje me chamo Sara e dizem que o meu nome significa princesa.
Quero deixar bem claro que não foi numerologia e nem vontade própria essa mudança. Foi o próprio Deus que mudou o meu nome durante uma aliança que fez com o meu esposo Abraão. Que também não se chamava Abraão era Abrão.
Eu sei que parecerá confuso, mas tentarei contar um pouco da minha trajetória de vida, e sobre algo, na verdade um milagre, que aconteceu na minha vida.
          Desde pequena sempre desejei ter uma família com muitos filhos. Sonho de toda jovem! Na minha mente já tinha o nome de cada um e conseguia visualizar os seus rostinhos. Porém, o (especificar rosto, sonho ou nome) do meu futuro marido era sempre um mistério!
Meu pai, Tera, tinha muitas mulheres. Era tradição! Gostassem ou não, as mulheres tinham que aceitar essa situação. O relacionamento era agradável. Todos morávamos perto e crescíamos juntos.
          Fui crescendo e o patinho feio começou a se transformar em um belo cisne.
Comecei a perceber alguns olhares e meu pai também! Rapidamente, papai juntamente com a minha mãe começaram a procurar pretendentes para mim. As propostas começaram a chover. Meu pai sabiamente, me casou com um dos seus filhos.
Como eu disse anteriormente o nome dele era Abrão! Um homem carinhoso, perspicaz nos negócios e principalmente temente a Deus.
Nossa! Estava realizada. Meus sonhos iriam se concretizar. Tinha um marido, uma casa e não demoraria muito para ser mãe.
Mas logo no começo do meu casamento o meu sogro/pai. Abrindo um parênteses, meu pai tinha filhos com a minha mãe e com a mãe de Abrão. Entenderam?
          Meu sogro/pai decidiu viajar e nós fomos com ele. E nessa viagem ele faleceu.
Agora só tinha Abrão por mim!


Acho que Abrão gostou da ideia e também se tornou um viajante .Eu ficava bastante chateada, pois não tínhamos paradeiro. E o pior de tudo era que eu ainda ficava com a organização e o encaixotamento das nossas coisas.
O que eu não sabia era que essas viagens eram direcionadas por Deus. Sempre soube que Abrão era um servo fiel. Mas que Deus falava com ele direto- nunca! Mas depois de tantos aborrecimentos, ele me contou sobre o seu relacionamento com Deus. Parei de reclamar e fazia tudo que Abrão mandava.
A minha beleza às vezes incomodava algumas mulheres e atraia os olhares de alguns homens. Abrão sempre observava e me sinalizava. Mas eu, despreocupadamente, continuava a me cuidar com os produtos que tinha em mãos- leite, flores etc.
 Por duas situações o meu marido precisou mentir dizendo que eu era irmã dele.
Quando ele me pediu para mentir a primeira vez me senti tão desvalorizada e sem nenhuma importância na vida dele!
Mas o que eu poderia fazer? Nessas horas vinha o pensamento que ele fazia isso porque eu era estéril. Não tinha dado nenhum filho a ele! E com certeza não iria engravidar de ninguém. Deus tinha fechado a minha madre! Era o que eu mais ouvia o pessoal cochichando.
Mas Deus sempre conversava com Abrão. Em um desses momentos foi quando os nossos nomes foram mudados. E a estória que Abrão, isto é, agora se chamando Abraão me contou é que ele seria um pai de uma grande nação.
Fiquei pensando, ele pode até ser um pai de uma grande nação. Agora eu ser a mãe dessa nação. Seria missão impossível!
Na minha juventude tomei todos os chás e segui todas as orientações das senhoras do meu povoado para que eu pudesse engravidar. E nada!
Eu já estava envelhecendo, mas ainda era uma coroa enxuta! Se quando nova, com todos os hormônios em pleno funcionamento eu não engravidei, imagine agora na menopausa.
Foi aí que tive a infeliz ideia de oferecer uma das minhas concubinas para o meu marido. No começo ele veio fazendo charme dizendo que não precisava, mas prontamente aceitou. Não pensou duas vezes!
Tudo aquilo era a morte para mim! Eu achava que estava pagando por algum pecado. Eu nunca tinha resposta de Deus. Ele só falava com Abraão.
Logo Agar engravidou. Que felicidade! Só para ela e para Abraão. Imagina eu convivendo com tudo isso. Vendo a barriga dela crescer, os preparativos para o nascimento.Nossa, virei uma excelente atriz nesse período! Interpretei a pessoa mais solícita e abnegada daquele lugar.
Mas Abraão me conhecia. Brigávamos várias vezes. Ele dizia que eu tinha inventado aquilo e eu o acusava de ter gostado da situação.
Nesse período quis até que Agar morresse. Mas graças a Deus isso não aconteceu. Já pensou no meu remorso?!
Nasceu! Homem! Ismael. Parabéns Abraão, você será o pai de uma grande nação – dizia eu.
Durante esse  tempo, não sei se por preocupação ou por pena, Abraão tinha escondido uma parte da promessa que Deus fez a ele. “ Que eu seria mãe”.
Eu acho que Abraão também não acreditava nessa parte. Tanto que ele riu.
O tempo continuava a passar. Ismael crescendo e eu envelhecendo. No fundo do meu coração, já não imaginava ser mãe. Nem por adoção! Imagine em engravidar. Nunca!
Durante bastante tempo ouvíamos falar de confusões em outras localidades próximas, mas nada nos atingia. Continuávamos ricos!
Havia muito tempo que não víamos Ló. Nesse período o meu marido recebeu três homens muito distintos que falavam sobre a cidade onde o nosso sobrinho morava. Eu não os conhecia, mas parecia que Abraão sim, porque logo se prostou. Para mim, como sempre, sobrou a preparação de um banquete de última hora.
Fiquei olhando e escutando atrás da tenda e no meio de tantas conversas ouvi um dos homens dizendo para Abraão que a mulher dele iria engravidar. Eu comecei a rir baixinho e pensei: Eles devem ter visto uma das concubinas , que são jovens. E falaram: “ Olha, Abraão a sua mulher irá te dar um filho”.
Não conseguia parar de rir. Só que para o meu desespero, o homem ouviu. Na verdade, eu acho que ele sentiu a minha tristeza e vergonha. Repreendeu a mim e a Abraão dizendo-nos que voltaria para ver o nosso filho.
Até hoje não entendo. Eu engravidei. Eu tive um filho! Um homem: Isaque.
As pessoas falavam que eu rejuvenesci. Eu acho porque não parava de rir.
Todas as lutas, os choros, noites sem dormir foram transformadas em bonança e em calmaria.
Eu e Abraão continuamos nos amando muito. Somos muito agradecidos pelo cumprimento da promessa.
A minha história segue por mais 37 anos aproximadamente. Mas o que eu gostaria de deixar registrado é que Deus nunca falha, a Sua promessa é certa.
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. A minha noite foi longa, mas a felicidade da minha manhã supera tudo.

Eu amo esse Deus!

Texto produzido por Patricia da Silva de Paula

22 de dez. de 2015

Natal


Havia pastores que estavam nos campos próximos 
e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos.

E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes 

e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados.

Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. 

Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo:
Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.


A narrativa mais detalhada sobre o nascimento de Jesus, registrada nos evangelhos, sem dúvida, é a de Lucas. Lucas é o evangelho dos gentios, (você sabe que gentio é todo aquele que não é judeu). É o evangelho da música, da alegria e também o evangelho dos excluídos daquele contexto (como mulheres, samaritanos, publicanos). Evangelho, só para recordarmos, é boa notícia. Os quatro evangelistas têm públicos diferentes e apresentam a 'boa notícia' sob perspectiva muito peculiar. A boa notícia para todos os povos é Jesus.
Lucas apresenta a história da concepção e nascimento de João, o batista, e recria um ambiente muito dramático com o recenseamento elaborado por Herodes e o deslocamento de Maria e José para Belém, cidade natal de José. De repente o narrador desloca o foco. Ele mostra o que está acontecendo não muito distante dali, num ambiente totalmente alheio ao que ocorria. O foco se desloca para gente simples trabalhando durante a noite. Pastores no campo. Tudo dentro da normalidade e da rotina até que acontece o inesperado. Um anjo aparece para os trabalhadores. Vale recordar que havia uma expectativa latente da vinda de um Messias, de um descendente de Davi, havia a espera de um resgatador daquela situação que, como sempre acontece, pressiona e amargura os mais fracos.
O que aconteceu com os pastores, a fala do mensageiro dos céus, pode nos ensinar e ajudar a recordarmos a essência do natal.

A VIDA NOS SURPREENDE
Tudo normal e, de repente, um telefonema, uma mensagem, uma surpresa. Tudo igual e, num susto, lá se vão as economias e o planejamento daquela obra. Não damos conta da vida. O Natal ensina isso. Quem nunca planejou a festa e ocorreu algum imprevisto? E quando contamos os dias para receber a quem amamos e, por conta do inesperado, o encontro não acontece? Diante das circunstâncias, das previsões frustradas, do inesperado devemos ficar com a recomendação do mensageiro divino:

1. NÃO TENHA MEDO!
O anjo logo diz. Não tenham medo. Essa é uma expressão muito comum diante do inesperado. Temos medo. O medo tem duas dimensões. Existe o medo bom. O medo que nos deixa alerta, cuidadosos, atenciosos. É o medo que experimento quando tenho uma prova para fazer, quando vou receber alguém em casa e penso em fazer aquela receita especial... Existe ttambém o medo ruim. É o medo que nos paralisa, que nos deixa atônitos. É o medo, por exemplo, que algumas pessoas tem de sangue. Elas ficam estáticas, imóveis e não conseguem socorrer um acidentado. O anjo falou: não tenham medo. Naquele contexto era comum as pessoas terem medo de Deus. Não foi exatamente o que ocorreu com o povo de Deus quando estava no deserto? Deus desejava relacionar-se diretamente com eles mas foi o próprio povo que 'delegou' a Moisés a missão de ficar como intermediário entre eles e Deus. (Ex 20.19)

2. É NOTÍCIA BOA!
Precisamos trazer à memória o caráter de Deus revelado nas escrituras. Deus é bom! Deus é amor! Deus é por nós! O profeta Jeremias já havia dito que o Senhor tem planos bons para nós (Jr 29.11). Deus sempre quis e sempre quer o melhor para nós. Foi assim com os pastores que estavam, mesmo sem saber, sendo convidados para testemunharem um marco na história humana. Responda, por favor, que data é hoje? Pois bem. Esta data é contada no chamado 'ano domini', ou AD. A era Cristã. Os trabalhadores do campo, gente simples que 'virava a madrugada' cuidando de ovelhas é convidada para servir de testemunha para o maior marco da humanidade.

3. É PARA TODO POVO!
Essa é uma dimensão da fala do anjo que, se formos corajosos, admitiremos que não fazemos muita questão de lembrar. Nos achamos especiais. Pensamos, como os judeus também faziam, que somos 'propriedade exclusiva de Deus". É, sem duvida, verdade,  igreja é propriedade de Deus mas é peculiar para o Senhor com a missão de incluir. Eu e você somos servos do Senhor que abraça, que aceita, que não recrimina, que inclui. Não podemos ignorar que o caráter divino está impresso em nós. O que Deus fez na criação é para todo povo. Lembre do registro bíblico de que quando o Senhor escolhe Abraão foi para que por meio dele todas as famílias da terra fossem abençoadas. O que recebemos é para dividir. Dividir vida é sempre multiplicar.

4. NASCEU O SALVADOR! NASCEU O CRISTO! O CRISTO É SENHOR!
Isso é natal! Natal é o nascimento da criança. Natal é nascimento da esperança. Natal é o nascimento do Cristo. Cristo é a palavra grega para Messias. Messias e Cristo significam a mesma coisa, ungido. Ungido é o separado de Deus. Ungido era o rei. 

Convido voce para pensar o Natal, agora de trás para adiante. Natal é o nascimento de Jesus. Natal é para todo povo. Natal é boa notícia e notícia alegre. Natal é o momento de alimentar a esperança e deixar o medo de lado. Ainda que a vida surpreenda, hoje é Natal!


A Revelação Geral


Deus se revela.
Somos finitos e Deus infinito. Na realidade nem poderíamos ter comunhão com Ele mas Ele, que é amoroso e quer se relacionar, resolveu se revelar. 
DEUS SE REVELA NA CRIAÇÃO
Como ocorre com as artes, a arte revela o artista. 
O poeta entendeu isso muito bem quando registrou, no Salmo 19:
'Olhe para o céu e veja! A beleza do céu mostra a grandiosidade,
a obra extraordinária das mãos de Deus, este grande Artista.
Ele elaborou, organizou e realizou tudo que existe.Cada dia é totalmente novo e mostra essa dinâmica peculiare criativa a outra manhã, de forma completamente diferenteda anterior. Mais interessante ainda é como acontece a mesmacoisa com a noite. Não há repetição. Nada é monótono.O Senhor Deus não fica por aí ‘tirando onda’, nem fazendo discursospara mostrar sua magnitude, suas habilidades, sua virtuosidade artística.Repare. Repare bem. O que ele faz atesta quem ele é.'"Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados".Gálatas 4:4
porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram.
Romanos 1:20,21

Deus nos deu uma revelação objetiva, vália e racional acerca de si mesmo por meio da natureza. Fez isso também usando a história.
DEUS SE REVELA NA HISTÓRIA
O Deus que é infinito, que não se limita ao tempo, fez-se gente na história. A história dos seres humanos revela a presença divina. Deus faz uma promessa em Gn3.15 e prepara uma nação para ser 'o ventre do Messias' Gn12.2 e 3 
Todo o 'drama do AT' ocorre até que chega o tempo oportuno:
'Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei,'

DEUS SE REVELA NO CARÁTER HUMANO
Ficamos, não poucas vezes, incomodados com a maldade humana. Buscamos, de todas as formas, explicações para o 'nó' existencial da humanidade. O efeito da queda recai sobre os seres humanos. Todos sabemos que o ser humano não dá conta, não se basta. É o que o apóstolo Paulo registra aos romanos:
Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;

Um fato inquestionável é que todas as pessoas tem um conhecimento de Deus. Até os ateus tem esse conhecimento mas optaram por suprimi-lo. A revelação geral também nos ajuda a entender o fenômeno mundial da religião. Essa 'busca de Deus' está presente em todas as culturas através dos tempos. A revelação geral incomoda a mente humana e o faz 'investigar' uma lógica na criação, na história e em si mesmo. É uma 'cutucada' à consciência e responsabilidade. Por isso mesmo, como diz as Escrituras, 'todos são indesculpáveis'. O que é fundamental destacar nesse resumão é que Deus não se 'limitou' à revelação geral. Existe uma outra dimensão da revelação divina. Uma revelação especial e bem particular de Deus. Isso veremos num próximo post.

20 de ago. de 2014

Que grande amor!!

IBBT culto manhã 17 de agosto 2014. 
Enquanto observava o Oraci ao teclado, desenhava. Mais tarde, seguindo a liturgia o coro Arthur cantava uma das músicas de que mais gosto: 'Que grande amor, amor que é sem limite...' 
O corpo denunciava o início da dor. Dor no joelho, dor de dente. 
A dor, o silêncio, nos faz pensar.
Enquanto os olhos marejavam, pensando no vazio, no desafio de manter a linha. Afinal, 'ninguém tem nada a ver com sua dor", o coro insistia: 'Há um Deus que nunca muda e seu amor sempre é fiel..." ou, 'Eu só quero a verdade quando a dúvida vem me perturbar...'. 
Logo em seguida a mensagem do pastor Novaes sobre Habacuque 1. 
'Que grande amor, amor que é sem limites...'
Não dá para entender. Não cabe na 'caixinha' religiosa.
O que aprendi: Lamentamos, perguntamos e Deus fica quieto. Curioso, mas nada agradável, é que quando responde não faz como queremos. Daí fazemos pirraça e nem nos damos conta de quem é que manda. É preciso fé, vigilância, paciência e esperança.
O resto, bem o resto, é rabisco!

Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças? 
Até quando gritarei a ti: "Violência! " sem que tragas salvação?
Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? 
A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado.
Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. 
Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida.

Habacuque 1:2-4

10 de ago. de 2014

Guerra dos tronos 3 - Rei do reino

O rei do reino é Jesus. Ele é o que foi prometido ao longo dos tempos. Na perspectiva da história de Israel, tudo aponta para ele. Ele é a grande esperança da justiça, da paz, da sabedoria reinante.


...o qual foi prometido por ele de antemão por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,
acerca de seu Filho, que, como homem, era descendente de Davi,
e que mediante o Espírito de santidade foi declarado Filho de Deus com poder, 
pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor.

Jesus é o Messias! Jesus é o Cristo!
Mas o que ser esperava dele? Uma força política? Uma liderança militar? Um articulador social? Um revolucionário? O último rei, uma última dinastia, que o povo judeu estabelecera, veio da família dos macabeus, antes do poderio imperial de Roma. Não por acaso Herodes é chamado de 'rei dos judeus'. E também não sem justificativa existia, no meio do povo, um grupo chamado de herodiano. Eles, entendiam que Herodes era o messias. Bastava obedecer as ordens e a liderança vinda dele e a paz seria estabelecida. O próprio João, chamado de batizador, pregava no deserto contra os valores sociais, morais, religiosos e a exploração estabelecida em Roma. A vinda do messias, sob a perspectiva do pregador do deserto, era o tempo do 'machado ser posto à raiz das árvores.' Em outras palavras, João estava pregando o 'dia do juízo', o acerto de contas com o rei que haveria de chegar. Observe o texto de Mateus 11 e perceba como o grande profeta também desenvolveu, não sem referências anteriores, uma ideia de reinado, de messias, ligado a força política. É este mesmo ou devemos esperar outro? É a pergunta que João Batista faz por meio de seus alunos. Os discípulos de João vão procurar Jesus. Levam o questionamento de João e o mestre não dá resposta além do cumprimento da profecia feita por Isaías. João conhecia bem a promessa: 'os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, as boas novas são pregadas aos pobres e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa. 
O evangelista João deixa o registro de Jesus: 'meu reino não é deste mundo', meu reino não é aqui. Jesus é o rei do reino. Mas o reino, o território, o espaço onde a vontade do rei é feita não é baseado nos valores que a sociedade (mundo) estabeleceu.  

Desde os dias de João Batista até agora, 
o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de 
força se apoderam dele.



9 de ago. de 2014

A guerra dos tronos 2 - Os evangelhos e o rei

A perpetuação da ideia de um reino em Israel tendo como referência o rei Davi é una construção feita ao longo de séculos. Era uma promessa divina:
          Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi,
          teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel. (2 Crônicas 7.18)
Mais do que uma promessa, a referência de Davi era uma expectativa potencializada. Imagine uma pessoa, ainda que seja um rei, sendo transformado em ícone. A cada novo representante a esperança do Messias. Cabe lembrar que a palavra messias significa, em hebraico, ungido. A palavra traduzida para o grego é Cristo. Então, Cristo=Messias=ungido. O rei recebia unção. A unção para o rei era o 'carimbo' da representação divina.
Todos os evangelistas tratam Jesus como o Cristo. A representação, a promessa cumprida, a expectativa plenamente satisfeita. Mateus já começa seu evangelho mostrando Jesus como filho de Davi (Mt 1.1). Marcos, o evangelista da ação, registra que até mesmo um mendicante reconhece Jesus como filho de Davi, com unção divina (Mc 10.47). Lucas, o evangelho dos excluídos, mostra o anjo falando com Maria que ela carregava o filho de Deus que herdaria o trono de Davi ( Lc 1.32). No evangelho de João, quando o povo estava diante da dúvida se Jesus era ou não o Cristo, o próprio Jesus responde ( Jo 7.42). Mas, de todos os evangelhos, o destaque para o Rei do Reino é feito por Mateus.
Mateus apresenta as parábolas do reino:
1-9;18-23 - Parábola do semeador
24- Parábola do Joio
31–32 - Parábola do grão de mostarda
33 - Parábola do fermento
44 – Parábola do tesouro.
45-46 - A pérola.
47- 49 - A rede
Não por acaso sete parábolas. Não sem propósito todas unidas pelo evangelista no mesmo bloco (capítulo 13). Em todas percebo que Reino, sob a perspectiva do Rei, está dentro. O semeador sai a semear a semente que vai para dentro do solo. O joio está misturado, dentro da plantação do trigo. O grão se transforma em árvore porque está dentro da terra. O fermento está dentro da massa. O tesouro está escondido, dentro do campo. A pérola está dentro da ostra que fica no fundo das águas. E, finalmente, a rede está mergulhada, dentro do mar e recolhe todo tipo de peixes.


continua









6 de ago. de 2012

O semeador e a semente


Jesus contava histórias.
Gosto de pensar em Jesus como gente boa, gente que gostava de contar 'causos'.
Sem agredir, sem fugir do assunto e, ao mesmo tempo, sem aprovar o procedimento errado.
Creio que Jesus contava histórias para estimular o raciocínio.
Acredito mesmo que ele fazia isso porque sabia que ninguém pode mudar o outro a menos que a própria pessoa se disponha à mudança.
Uma das histórias que Jesus contou que mais povoou meus pensamentos durante o último mês foi a do semeador. Um grupo bom de pessoas, de minha igreja, saiu para compartilhar a vida que Jesus pode dar. Eles fizeram isso lá na região amazônica. Deixaram tudo por aqui para anunciarem o Evangelho (boa notícia). Foi por isso, que parei para pensar nesse exercício de semear. Especialmente levando em consideração o contexto da história contada por Jesus,
"um semeador saiu a semear..."
Ao semeador cabe o exercício da semeadura.
É tarefa do semeador semear.
Na história de Jesus o semeador não é lavrador, nela o semeador é um andarilho.
É a prática da semeadura que dá sentido ao semeador.
Semeador não tem nome, semeador tem a semente.
O semeador conhece a semente e a espalha em todo tipo de solo.
O semeador só semeia o que tem.
Jesus explica o significado dos diferentes terrenos. Terreno, na história de Jesus, são corações. A semente, são os seus ensinamentos, sua Palavra
Mas, e o semeador?
Em minha leitura, todos semeamos. Semeamos o que levamos. Semeamos onde estivermos.
Nossos gestos, nossa vida é uma semeadura constante.
Até o que não semeia nada está se mostrando um tipo de semeador.
Minha oração é que Deus me dê um coração sensível a esta realidade e me conduza a caminhos onde a semeadura seja produtiva.

Fiz este desenho com tinta acrílica sobre papel krafft 300gramas

30 de abr. de 2012

O Contraste entre o justo e o ímpio - 2

Reproduzi aqui uma das páginas do meu alfarrábio-estudos sobre os Salmos.
O salmo primeiro é um canto de sabedoria baseado na Teologia da retribuição.
Este salmo apresenta, como já vimos, o grande contraste entre o justo e o ímpio.
Enquanto o ímpio é inconstante, inútil e sem autonomia, o justo é comparado a uma árvore saudável.
Imagens fortes como estabilidade, referência, saúde, beleza e resultado no tempo certo são apresentados como consequências de quem tem prazer na Lei do Senhor. E ter satisfação com a Palavra do Senhor é refletir, pensar e decidir tendo esses ensinos como padrão em todo tempo.

25 de abr. de 2011

Aniversário do Matheus – 18 anos

Metáfora da metáfora? Pode isso? Efésios 6.10-17 (21/04/2011)

Meu filho está completando 18 anos. Que idade!!
Alistamento militar, se habilitar como motorista, obrigatoriamente votar, se responsabilizado criminalmente...
Daí, pensando nisso, resolvi fazer uma analogia da metáfora apresentada pelo apóstolo Paulo, escrevendo à igreja de Éfeso. O grande apóstolo faz uma relação entre o fardamento militar de um soldado romano com a vida cristã daquele tempo. “Mais de 2000 anos depois, tento traçar um paralelo entre um carro e a chamada ‘armadura da fé”.

O painel A0 1.189x841impressão no Glossy




Distribuí alguns itens da vistoria aplicada pelo DETRAN-RJ para o licenciamento anual de veículos e pedi para os grupos explicarem a função desses elementos no automóvel.

1. Motor
2. Carroceria
3. Faróis, setas e alerta
4. Pneus
5. Estepe, triângulo, extintor e cinto de segurança
6. Combustível e óleo
7. Limpador e para-brisa
8. Espelhos retrovisores

Reuni alguns elementos para que cada grupo (éramos poucas pessoas) participasse dizendo para que serve e quando cada um deles é utilizado, além de deixar clara a função desses equipamentos.



Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus para poderdes resistir às astutas ciladas do maligno.(qual tradução vc usou? Pesquisei e não encontrei uma que tivesse a frase final igual a essa e ao próximo versículo) Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra as potestades e as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.

Então aí vão as dicas. Mas não se esqueça de que essas orientações vão lhe ajudar no dia em que você enfrentar dificuldade. Se todos os cuidados forem observados, você chegará ao fim de sua promissora ‘carreira automobilística’ em segurança.

PARA PASSAR COM O CARRO PELA VISTORIA:
Dados do condutor
Dados do veículo
Verificação da carroceria
Verificação do motor
Itens de segurança
Elementos Elétricos

PNEUS                             Sapatos: prontidão em anunciar a Palavra. Não tem jeito, por onde você anda deixa marcas. Marcas em você mesmo – desgaste do pneu – e marcas de teus ‘pneus’ por onde passou. ATENÇAO! Cuide de teus pneus. Verifique-os vez por outra. Faça rodízio das rodas. Cuide do alinhamento e balanceamento. Faça avaliações regulares de seu equilíbrio.

COMBUSTÍVEL e ÓLEO       Fé: proteção do motor, lubrificação – aquilo que ninguém vê, mas todo mundo percebe que tem no carro e faz ele andar. Está claro, se tem fé ‘tá andando’, se anda é porque tem combustível. CUIDADO! Tenha cuidado com o combustível que você usa. Veja com que tipo de fé você abastece teu carro. Combustível adulterado estraga, corrói o motor, danifica as peças e prejudica o desempenho. Sendo assim, tenha cuidado com o posto em que você abastece e a qualidade do óleo do teu carro. O óleo é quem vai dar lubrificação a toda tua máquina. O Espírito de Deus vai preservar você!

CARROCERIA           Justiça: couraça. É o que você aparenta para os outros!
Cuide! Cuide de teu corpo e do que você faz com ele. Teu corpo deve estar bem cuidado, ajustado à potência do teu motor. Você sabe que não adianta ter um carro bonito que te deixa na mão, mas também ter um carro potente e mal aparentado não tem nada a ver. Cuide de tua ‘carroceria’. Também não adianta nada tirar onda com a potência de teu motor e se esborrachar na primeira esquina. Cuidado na hora de manobrar. Use os retrovisores, tua habilidade e a experiência que você acumulou nos treinos de baliza. É pra lá de desagradável sofrer um acidente, o custo; o desgosto de ver aquela belezura de carro riscado é terrível.


O MOTOR                        Ele é, pelo menos de acordo com o meu mecânico, o coração do carro. Seguindo a Palavra ‘guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida’. Teus sentimentos, a forma como a combustão acontece, deve ser observada. Você só vai saber como anda teu motor, acionando a ignição. Teu coração é o motor que pode ser acionado pela oração. Vire a chave da oração e deixe o teu coração ‘roncar’ diante do mecânico mais que perfeito. O mecânico, vai saber pelo ‘ronco do motor’, se existe algum problema.

Faróis, seta, alerta      A Palavra indica o caminho: a Bíblia é a luz para o caminho (Sl 119.105). Observe, pergunte a um motorista mais experiente. Se estiver sob neblina o farol é baixo. Você precisa ver de perto e reduzir a velocidade. Se a pista está livre, a viagem é noturna, numa autoestrada vazia farol alto para ver ao longe. As luzes guiam, mostram para os outros motoristas qual a escolha que você fez. Seja coerente. Se for desviar para à direita, não ligue a seta da esquerda – você pode ser xingado por ter indicado um rumo e feito outro. Se o teu ‘carro’ estiver com avarias, encoste e ligue o alerta. Os outros motoristas vão perceber que você está precisando de ajuda. Siga a palavra, ela vai iluminar teu caminho e te trazer segurança.

PRÁTICA DE DIREÇÃO        Até aqui tudo é teoria. É o que você sabe que deve fazer. A questão é o quê e como você aprende a executar todas essas coisas ao mesmo tempo. Sabe como vai conseguir isso? Praticando. Guiando o carro, meu filho! Se o caminho é novo para você, compartilhe, converse com alguém que já trafegou por essa estrada, ouça outros motoristas mais experientes. Isso vai evitar desvios na rota. Faça perguntas do tipo: a estrada é boa? Ela é bem sinalizada? Existem obras naquela pista? Muitos caminhões trafegam por ali? Não deixe de pegar um mapa antes.

Preciso ainda lembrar a você que só quem pode decidir sobre a tua vida, mais de 18 anos, é que se habilite para guiar tuas próprias decisões; inclusive de dirigir um carro. Você, muito antes de ser meu filho, já tem impregnada em si ‘a imagem de Deus’. Deus é o ‘dono da fábrica’, o engenheiro mecânico, o design dessa maravilha que é a tua vida. É a Ele que você vai prestar contas. Nós, admiradores da ‘máquina’ que você é, somos vidrados em você, no teu desempenho, tua força e tua capacidade de atrair olhares que valorizam a ‘estrada’ da vida que percorremos. Torcemos o tempo todo por você e estaremos sempre por perto lembrando das indicações contidas no ‘manual do fabricante’.
Finalmente, quero registrar - porque tudo isso já compartilhei com a tua mãe em relação a você - mais ou menos, o que Paulo disse a seu filho na fé, Timóteo. Só que de outra forma: faça um esforço, cuide, zele para se apresentar diante de Deus como aprovado, como um motorista que segue as leis de trânsito, cuida do carro e não tem nada que desabone, ou envergonhe teu proceder e que tem habilidade para transformar a letra da Palavra em prática de vida.


HUDSON PEREIRA DA SILVA
Professor de Artes Plásticas, ilustrador de livros e revistas,
formado em Teologia pelo STBSB e professor da EBD na IBBT.
Pai do Matheus de Melo Pereira da Silva e há 22 anos
marido da Marília Pereira da Silva.

[1] Habilitação dada por Deus. Só quem pode expedir a liberação para você guiar o carro é o órgão competente, no caso o DETRAN. A habilitação para guiar a tua vida, só quem  pode dar é Deus.
[2] Como acontece com o órgão fiscalizador, você também precisa estudar e se preparar para os testes e às provas que podem, ou não, habilitar você a conduzir o veículo.
[3] São os perigos da estrada que interferem em tua direção.
[4] Os problemas do trânsito não são os motoristas, mas estão com eles. Como assim? São os conceitos, vícios, valores e práticas que não estão de acordo com a lei de trânsito. Você já ouviu a expressão “bandalhas”? O problema não é o motorista, mas o que o motorista faz.