27 de ago. de 2012

Salmo do Renato Curty


Salmo do Pescador

Temos uma vida como um barco que navega. O Senhor criou o rio, as margens, as curvas, o que há debaixo da água, a correnteza e tudo o que se vê acima. Ele é o criador.

Navegando, somos como Moisés embalado. Era um cesto de junco, porém suficiente porque seguia com a fé de uma mãe aflita. Era betume que impedia da água entrar, mas também as orações que saiam de um coração contrito, suplicando para que as ondas não rugissem mais alto. YHWH Jireh.

Seguindo seu curso, o barco cresce tanto quanto a fé que foi dada a cada um. Mas isso não vai fazer muita diferença, pois importa mais quem estará no seu barco, quem serão seus hóspedes. Um é especial. Ter Ele contigo é tudo, não tê-lo é nada. Yeshua, doce nome, Ele acalma o mar. Ele te guia, olhando nos seus olhos e, convicto, pede que não se agite seu coração pela violência da maré da vida. Sim, é Ele quem confirma seus passos.

Que homem é este que manda até no vento e nas ondas?! É Cristo, o filho do Deus vivo.

Glória ao Pai, que agiu com justiça para com os homens, que é justo comigo e contigo.

Glória ao Filho, que eliminou a inimizade entre mim e ti, e nós contra Deus. É seu amor que nos motiva.

Glória ao Espírito Santo, pelo qual somos chamados um, em uma só esperança, sob um só Senhor, que nos conhece pelo nome e nos trata como verdadeiros amigos.

Até a chegada daquele glorioso dia, em que o mar já não vai mais existir. Secarão suas tenebrosas ondas e levarão consigo nossas lágrimas (cada uma delas). E seu reino jamais terá fim.

Espere no Senhor, pois é o único que garante sua pesca. Espere no Senhor.


Renato é nosso parceiro de estudos, gosta de escrever e foi um dos primeiros a se engajarem nesse trabalho proposto no trimestre passado para confecção de um salmo. Deixou na gaveta, ou no fundo do coração, para trazer à tona tanto conteúdo e sentimento.
Minha homenagem fica por conta da interpretação extraordinária de William Turner, no quadro "tempestade".
Valeu Renato!

6 de ago. de 2012

O semeador e a semente


Jesus contava histórias.
Gosto de pensar em Jesus como gente boa, gente que gostava de contar 'causos'.
Sem agredir, sem fugir do assunto e, ao mesmo tempo, sem aprovar o procedimento errado.
Creio que Jesus contava histórias para estimular o raciocínio.
Acredito mesmo que ele fazia isso porque sabia que ninguém pode mudar o outro a menos que a própria pessoa se disponha à mudança.
Uma das histórias que Jesus contou que mais povoou meus pensamentos durante o último mês foi a do semeador. Um grupo bom de pessoas, de minha igreja, saiu para compartilhar a vida que Jesus pode dar. Eles fizeram isso lá na região amazônica. Deixaram tudo por aqui para anunciarem o Evangelho (boa notícia). Foi por isso, que parei para pensar nesse exercício de semear. Especialmente levando em consideração o contexto da história contada por Jesus,
"um semeador saiu a semear..."
Ao semeador cabe o exercício da semeadura.
É tarefa do semeador semear.
Na história de Jesus o semeador não é lavrador, nela o semeador é um andarilho.
É a prática da semeadura que dá sentido ao semeador.
Semeador não tem nome, semeador tem a semente.
O semeador conhece a semente e a espalha em todo tipo de solo.
O semeador só semeia o que tem.
Jesus explica o significado dos diferentes terrenos. Terreno, na história de Jesus, são corações. A semente, são os seus ensinamentos, sua Palavra
Mas, e o semeador?
Em minha leitura, todos semeamos. Semeamos o que levamos. Semeamos onde estivermos.
Nossos gestos, nossa vida é uma semeadura constante.
Até o que não semeia nada está se mostrando um tipo de semeador.
Minha oração é que Deus me dê um coração sensível a esta realidade e me conduza a caminhos onde a semeadura seja produtiva.

Fiz este desenho com tinta acrílica sobre papel krafft 300gramas

25 de jul. de 2012

Como agradecer?

A família do Damião e da Dayse fizeram um voto de agradecimento pela recuperação do Damião. Ele se recuperou de uma Leucemia e, cerca de um ano depois do agradabilíssimo diagnostico da cura, Damião foi vítima de um assalto com tamanha agressividade, que por um milagre, sua vida foi preservada. Deus lhe deu livramento.  Além disso tudo, Dayse também passou por uma cirurgia e, graças ao Grande médico dos médicos, está se recuperando muito bem. Se não bastasse, o Senhor estimulou, habilitou e capacitou a Eve, filha deles, para conquistar  uma vaga na melhor universidade dos EUA. Glórias a Deus!
Fui convidado à participar do culto e compartilhei essa reflexão - Salmo 116:

Estudo Filipenses 1

Durante a campanha missionária de nossa igreja IMPACTO AMAZONAS tive a honra e a imensa responsabilidade de dirigir os Encontros de Comunhão na IBBT.
Vou postar os slides com o esboço do estudo que desenvolvi.

Clique aqui



18 de jul. de 2012

Casamento na Roma antiga


Ao contrário do que ocorria na Grécia, em Roma o sexo estava intimamente ligado a religião. Por exemplo, Juno era a protetora das funções sexuais femininas e Priapo (é claro que não vou postar a imagem. rs,rs), representado por um gigantesco falo preso à face humana, era associado à fertilidade e fecundidade em geral. 
O Casamento, como cerimônia, apareceu na Roma antiga. Era costume antes 'da consumação do casamento", instruir a noiva quanto aos seus deveres conjugais. O ritual do defloramento era muito importante. Em certos casos, a noiva sentava-se sobre o falo de um Deus da fertilidade - Mutunus Tutunus.
Existiam duas formas jurídicas de casamento. O cum manum e o sine manum.
Cum manum - a mulher passava da autoridade do pai para a do marido. Era a forma de casamento autocrática. Neste caso, a mulher não tinha qualquer tipo de direito sobre seus bens, ou mesmo, sobre sua própria vida.
Sine manu - A mulher permanecia sobre a tutela de seu pai, poderia dispor de seus bens e receber heranças. Em caso de divórcio, o dote não ficaria por completo para o marido.
O homem poderia ter atividade sexual extraconjugal, embora não pudesse ter uma ligação fixa. Já à mulher era exigida a fidelidade. Uma mulher casada, em Roma, era profundamente respeitada. Ela tomava conta dos escravos, fazia refeições com o marido, tinha acesso ao teatro e aos tribunais. Era uma verdadeira administradora da família.

17 de jul. de 2012

Casamento na Grécia


O casamento em terras gregas começava com uma reunião (noivado?), na qual o tutor - o pai da menina - negociava com o futuro noivo questões financeiras e sociais. É claro que esta negociação poderia durar muito tempo. Não há relatos da presença de sacerdotes nessas festas. Na véspera da cerimônia as famílias envolvidas realizavam sacrifícios a deuses como Hera e Zeus (deuses do casamento), a Ártemis (deusa da virgindade) e a Ilítia (protetora dos partos). Era comum a noiva, que tinha entre 14 e 18 anos oferecer sues brinquedos, marcando o fim de sua infância e, junto ao noivo, se banhava num ritual de purificação. Não posso esquecer de informar que o noivo estava com idade próxima aos 30 anos. Acontecia também casamento entre primos,tios e sobrinhos e até meio-irmãos (desde que não tivessem o mesmo pai). A poligamia não era bem vista, era considerada até mesmo bárbara.

16 de jul. de 2012

A Lei e a prática

A Lei diz:
Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. (Levítico 20.10)
Agora, pense comigo, onde estava o 'cidadão' se só a mulher iria ser apedrejada?


Essa maravilhosa escultura de Rodolfo Bernardelli está exposta no Museu Nacional de Belas Artes, na Av. Rio Branco, no centro da nossa cidade. Fico impressionado cada vez que vou ao Museu e observo os detalhes caprichosamente arrancados do mármore. O artista é um mexicano, que estudou em Roma e foi professor na Academia do Museu 1881-1884. Naturalizou-se brasileiro em 1874.