10 de ago de 2014

Guerra dos tronos 3 - Rei do reino

O rei do reino é Jesus. Ele é o que foi prometido ao longo dos tempos. Na perspectiva da história de Israel, tudo aponta para ele. Ele é a grande esperança da justiça, da paz, da sabedoria reinante.


...o qual foi prometido por ele de antemão por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,
acerca de seu Filho, que, como homem, era descendente de Davi,
e que mediante o Espírito de santidade foi declarado Filho de Deus com poder, 
pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor.

Jesus é o Messias! Jesus é o Cristo!
Mas o que ser esperava dele? Uma força política? Uma liderança militar? Um articulador social? Um revolucionário? O último rei, uma última dinastia, que o povo judeu estabelecera, veio da família dos macabeus, antes do poderio imperial de Roma. Não por acaso Herodes é chamado de 'rei dos judeus'. E também não sem justificativa existia, no meio do povo, um grupo chamado de herodiano. Eles, entendiam que Herodes era o messias. Bastava obedecer as ordens e a liderança vinda dele e a paz seria estabelecida. O próprio João, chamado de batizador, pregava no deserto contra os valores sociais, morais, religiosos e a exploração estabelecida em Roma. A vinda do messias, sob a perspectiva do pregador do deserto, era o tempo do 'machado ser posto à raiz das árvores.' Em outras palavras, João estava pregando o 'dia do juízo', o acerto de contas com o rei que haveria de chegar. Observe o texto de Mateus 11 e perceba como o grande profeta também desenvolveu, não sem referências anteriores, uma ideia de reinado, de messias, ligado a força política. É este mesmo ou devemos esperar outro? É a pergunta que João Batista faz por meio de seus alunos. Os discípulos de João vão procurar Jesus. Levam o questionamento de João e o mestre não dá resposta além do cumprimento da profecia feita por Isaías. João conhecia bem a promessa: 'os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, as boas novas são pregadas aos pobres e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa. 
O evangelista João deixa o registro de Jesus: 'meu reino não é deste mundo', meu reino não é aqui. Jesus é o rei do reino. Mas o reino, o território, o espaço onde a vontade do rei é feita não é baseado nos valores que a sociedade (mundo) estabeleceu.  

Desde os dias de João Batista até agora, 
o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de 
força se apoderam dele.



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