5 de set de 2016

Roda de conversa Odarah produção cultural 2

'Meu púlpito é minha prancheta' e o quadro tem sido 'minha muleta'.
Necessito pensar graficamente e a apresentação ilustrada tem me acompanhado nesse trajetória.
1. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa
Por que será que a mídia e os discursos sobre 'os evangélicos' são tão pesados e vergonhosos dentro de nossa sociedade? De forma muito crítica, creio que há uma intenção política por trás dessa 'massificação' evangélica. Incrível que sejamos milhares os que fazem questão de afirmar: isso não me representa. Não é nesse 'evangecalismo' que eu creio. É claro que não. Não fomos, em momento nenhum chamados de 'os evangélicos' pelo nosso mestre. Jesus também nunca nos chamou de 'os cristãos'. Cristão, como você deve saber (At 11.26), é apelido para os que imitavam a Cristo. A expressão 'evangélico' é uma elaboração americana para revelar os que seguiam o 'Evangelho', as Escrituras. Cristo nos chamou de discípulos, seguidores, alunos. Somos imitadores de Cristo. Sendo imitadores fazemos e nos relacionamos da maneira como o mestre fez e ensinou. Pelo menos deveria ser este o padrão.


Olhe o esquema comparativo. As igrejas Tradicionais (Congregacionais, Batistas, Metodista e Presbiterianos) estão ligados às missões enviadas da Europa e da América que são, na realidade, 'representantes' da Reforma Protestante. 
Tradicionais dão valor à História da Reforma, por isso dão valor a leitura, ao 'Livro' às Escrituras. Valorizam muito mais a mente e a reverência e os seus oficiais devem ter, além do reconhecimento da comunidade o conhecimento bíblico, pelo menos o 'manejo da Palavra da Verdade'. Neste momento era impossível não trazer à fala a forte imagem de meu avô sendo alfabetizado para poder ser ordenado diácono, da década de 70 na Igreja Batista de Vieira Fazenda, dentro da favela do Jacarezinho. Finalmente a liturgia e a música valorizam a reflexão e as músicas acompanhadas de 'instrumento sacro' - órgão.
Num paralelo vertical observamos que os Pentecostais valorizam mais o 'marco revestimento de poder' no episódio narrado no Livro de Atos e profetizado por Joel, no AT. O Poder do Espírito sobre toda carne'. Valem-se mais da experiência do que do 'Registro da revelação'. Usam mais o coração do que mente reflexiva e não há exigência de uma formação ou conhecimento sistematizado e formal. Além de tudo isso qualquer expressão de 'envolvimento com o Espírito' é respeitada e espalhada por toda congregação. A utilização dos instrumentos é livre e a liturgia dá espaço de voz e vez para todos os membros.

'Lá vem o negão"
Olhando o gráfico, creio que fica claro o motivo que 'seduz' os negros, especialmente os menos favorecidos, afastados do acesso à cultura e distantes das expressões clássicas das músicas importadas.

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