29 de dez de 2015

A beleza, a elegância e a delicadeza de uma cestinha de porcelana


Palavras simples, afirmações óbvias apontadas por quem está numa perspectiva diferente da nossa, especialmente quando estamos 'mergulhados' em problemas, são convites à reflexão. Toda vez que penso, escrevo ou falo de reflexão, penso no ser, no ser humano. Refletir é característica nossa, é sopro divino.
Ou você nunca viu e até mesmo se meteu numa briga que é 'curiosamente' interrompida por alguém que não tem 'nada a ver' com a confusão. Gente que chega e que 'sopra' no ouvido palavras que agem como um 'choque', que estimulam o pensar e 'misteriosamente' o atrito é interrompido?
O mesmo ocorre quando chegamos no momento de uma decisão e, de repente, uma palavra, um toque, um gesto acontece e pronto. Partimos decididos, certos da escolha.
Observe que nos dois casos, a decisão é do protagonista e sempre resultado de reflexão. A reflexão é aquele 'mergulho interno' em busca de sentido. Mergulho que é estimulado por um convite e não um empurrão ou uma ordem. É um mergulho investigativo, decidido e, mesmo contendo riscos, impulsionado por vontade própria.
Algumas pessoas tem mesmo esse dom de acolhimento, envolvimento e empatia sem invasão ou condução deliberada. É gente que valoriza a gente como gente. Entendo que é dom desenvolvido por quem respeita e crê na capacidade do outro de refletir.
Foi o que minha sábia parceira, minha esposa Marília, observou num insignt de um discurso que citou o 'grande comandante do exército da Siria' (2 Rs 5.1) sob uma perspectiva totalmente diferente desta. Ela compartilhou baixinho e eu resolvi anotar e escrever. Faço isso porque ela é dessas pessoas sábias que usam as palavras como o que o poeta bíblico descreve. Palavra sábia tem a beleza, a elegância e a delicadeza de uma cestinha de porcelana num jogo de chá Inglês:

A palavra proferida no tempo certo
é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata.
E não foi exatamente isso que aconteceu com aquela 'gente simples', que nem era do povo judeu, e que acompanhava o 'grande comandante'? Naamã já estava ali por conta de uma serva de sua esposa e agora, quase que como uma ironia, são os servos o convidam à reflexão. Até porque o profeta Eliseu nem saiu de casa para atendê-lo.



"Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil,
o senhor não faria?

Ouvindo, lendo e escrevendo esta meditação faço de meu desejo uma oração: Senhor aguça meus ouvidos e sentimentos para perceber o sopro da sua voz e do seu querer, nas pessoas que estão à minha volta. Me ajuda, ó Pai, a não abrir os ouvidos somente para os 'poderosos eclesiásticos'. Afia minha observação e tem, ó Deus, misericórdia de mim colocando gente como os servos de Naamã por perto. Em nome de teu Filho, Amém.

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