26 de abr de 2012

Escrever bem 1

A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício.
Porque a beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimigo do artifício,
E a força e a graça da simplicidade.
(Olavo Bilac)

Não resisti. Parei tudo aqui na Traço quando lí o texto. Precisei digerir, degustar, 'ruminar'.
Daí busquei no Google a imagem do poeta que rabisquei, pincelei, escaneei, vetorizei e colorizei.

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